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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Livro: Psicologias - Uma Introdução ao Estudo da Psicologia


Livro: Psicologias - Uma Introdução ao Estudo da Psicologia - Bock, Furtado, Teixeira.

Numa linguagem clara e direta, a obra aborda as várias áreas de conhecimento da Psicologia, desde a sua história e caracterização até os temas da atualidade, com o rigor técnico necessário e sempre sob a ótica da Psicologia.




Boa leitura!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

ABORDAGEM, TEORIA E ESCOLA EM PSICOLOGIA

ABORDAGEM, TEORIA E ESCOLA EM PSICOLOGIA

            ABORDAGEM.  Do francês abordage = ação ou efeito de abordar, de encostar o navio com o bordo, com um dos dois lados da embarcação. Sentido figurado: 1- vir para perto de em qualidade, caráter etc; 2- ponto de vista acerca de uma questão, uma teoria, um sistema explicativo; 3- modo ou método de enforcar, de tratar, de lidar, de interpretar. Inglês: approach.


            ESCOLA.  Do grego scholé = descanso ou o que no repouso se fazia. Em Psicologia, também se usa o termo para indicar um grupo de teóricos ou pesquisadores que possuem e defendem certos pontos de vista particulares.


            TEORIA.  Do grego theoria = o ato de ver, examinar, considerar, contemplar; theoréo = observar, olhar com interesse, considerar com inteligência, assistir, derivado de théa, espetáculo, e horáo, ver. Um conjunto coerente e sistematizado de princípios e leis explicativas de determinados fenômenos. Também é usado para uma lei única que explica um conjunto de fatos. É importante considerar que a teoria nasce da prática e a modifica, num processo dialético.

Lannoy DorinNo Dicionário de psicologia – etimológico e holístico (em vias de publicação).   


POR QUE A DIVERSIDADE DE TEORIAS...

             “...as diversas teorias psicológicas, algumas até opostas, não fornecem uma explicação científica que possa ser considerada definitiva ou absoluta e, conseqüentemente, uma previsibilidade sobre o comportamento, mas essas teorias apenas alcançam as quase – verdades sobre o comportamento, isto é, cada teoria psicológica, nessa perspectiva, pode ser considerada fraca, porque nenhuma delas chega a conclusões que possam ser consideradas absolutas. Em outras palavras: se houvesse uma teoria psicológica que alcançasse o conhecimento absoluto, o que implicaria na aceitação ( no sentido científico) dessa teoria por todos que estudam Psicologia, anularia todas as demais teorias”.

 José Antônio Zago em Sobre comportamento e cogniçãoSanto André: ESEtec, 2002, p.214.

sábado, 27 de agosto de 2011

FELIZ DIA DO PSICÓLOGO

NOSSA SINGELA HOMENAGEM AOS NOSSOS PSICÓLOGOS, NOSSOS PROFESSORES PSICÓLOGOS E AOS NOSSOS AMIGOS PRÉ-PSICÓLOGOS DE JUNDIAÍ E REGIÃO!
A TERAPIA HOJE É COMEMORAR! PARABÉNS!


sábado, 20 de agosto de 2011

Filme: Detenção


The Experiment (O Experimento) – Detenção - O Filme

Por Neto(www.comportese.com)
O filme The Experiment (O Experimento), traduzido para o português como Detenção, conta a história de  um grupo de homens que se ofereceu para participar de um experimento científico, a fim de ganhar 100 mil dólares caso ficassem por 12 dias em um ambiente que, posteriormente, descobririam simular uma prisão. Lá dentro eles foram divididos em 2 subgrupos: os guardas e os presos. O dever dos guardas era fazer com que os presos cumprissem as 5 regras descritas abaixo:





1) Falar apenas quando interpelado;
2) Comer toda a comida do prato;
3) Não tocar, sob nenhuma circunstância, nenhum dos guardas;
4) Cumprir diariamente 30 minutos de recreação;
5) Ser punido de maneira equivalente à regra que deixasse de cumprir;

Para que estas regras fossem cumpridas, a equipe de guardas poderia lançar mão de qualquer recurso, e a punição para o desrespeito de qualquer uma delas deveria vir em no máximo 30 minutos; caso contrário, o experimento seria interrompido e todos perderiam a chance de ganhar a recompensa. Os presos não tinham conhecimento destas regras, de modo que foram orientados apenas a permanecer 12 dias lá dentro. 

O que ninguém esperava é que, logo na primeira refeição servida aos detentos, os problemas começariam. O feijão oferecido ao grupo tinha uma aparência aversiva e alguns deles se recusaram a comê-lo, desrespeitando a regra número 2. Diante da insistência do guarda que servia a comida, um dos detentos jogou o prato no lixo e alguns outros jogaram no próprio guarda. A punição veio logo em seguida: o primeiro que se manifestou contra a comida foi punido com 10 flexões, mas recusou-se a fazê-las e por isto, esta punição foi estendida a todos os outros detentos, gerando insatisfação em todo o grupo. 

No decorrer do filme, várias outras situações parecidas aconteceram: guardas tentando fazer com que os presos seguissem as regras – o que sempre produzia algum tipo de estimulação aversiva e, em função dela, respostas de contra controle – e os punindo quando não seguiam, gerando ainda mais estimulação aversiva e tentativas de contra controle. Deste modo, instalou-se o círculo vicioso que levou o experimento ao completo caos em menos da metade do tempo que deveria durar. Quem tiver interesse em conhecer o desfecho da estória, pode alugá-lo na locadora mais próxima de casa. Vale a pena.
O filme é baseado no famoso Experimento de Zimbardo e é um excelente material para ilustrar discussões a respeito das consequências da falta de clareza sobre as regras impostas a um grupo de pessoas, efeitos da punição sobre o comportamento, “construção” de líderes grupais, conflito entre valores pessoais/morais e situações adversas, entre outros temas. 


sábado, 13 de agosto de 2011

CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO PSICÓLOGO

Ética é essencial em todas as profissões, mais ainda na profissão que escolhemos, a de Psicólogo.


Em tempos que a ética está sendo tão comentada, vale a pena conhecer o:



Abraços!

DESENVOLVIMENTO HUMANO - Diane Papalia - 8ªEdição

Voltando com tudo!


Atendendo a pedidos...


Tá aí o link para baixar o livro da Papalia, DESENVOLVIMENTO HUMANO (formato pdf),  e não se esqueça, se for beber não dirija e se for baixar, agradeça!


Abraço!


Obs: é a oitava edição, a atual é a décima, mas essa dá pra quebrar um galho enquanto não compramos a nova.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Um texto do Mestre Dorin.

Decidi postar esse artigo do Dorin depois de ler um texto no blog da Gica.     Para quem não sabe, mestre Dorin é psicólogo, jornalista e professor, uma das pessoas mais inteligentes que conheço e acima de tudo um grande amigo, que eu admiro muito!





A PSICOLOGIA E OS ESTADOS D’ALMA

                                                                                                                                               Lannoy Dorin*

                O termo grego mystikós significa mistério relativo às cerimônias religiosas; inclinação para crer em seres e forças sobrenaturais, em mistérios; a atitude baseada mais na intuição e no sentimento do que na percepção e no pensamento, tendo por objetivo a união com a divindade. Místico é o indivíduo que sai do chão e se liga ao sobrenatural, ao natural desconhecido; é o que adota a crença de que deve se ligar novamente (religare) à natureza, aos deuses ou a Deus. Defina Deus, que você terá a explicação do que é um místico. Mas Deus não se define! É um símbolo, e, como tal, de significado inesgotável. Ele pode ser tudo aquilo que você tem como maior, mais potente, criador de tudo, onipresente, arquiteto do Universo, as leis da natureza, a eterna energia...Enfim, Deus é uma questão de fé e não de razão. Logo, crer Nele é uma crença baseada na intuição e não na percepção, na interpretação de fenômenos externos, e no pensamento, que é o trabalho mental feito com símbolos, com algo que já passou.
                Portanto, ser místico não é contrariar dogma algum, a não ser o do cientista que só crê nos fenômenos que percebe ou detecta por instrumentos. Mas, será que não existem fatos, aparições, sintomas, acontecimentos astronômicos que são efeitos de causas que não detectamos? (1) Exemplos são chamados estados d’alma, como solidão, saudade, distimia (“baixo astral”), receio, remorso, angústia, vontade, inveja...
Pelo exposto, pode-se deduzir que místico é o que pressente, supõe, infere do que a ciência lhe diz. É o que, parafraseando Shakerpeare diria que há muito mais coisas entre nosso conhecimento científico e a realidade.
                Na terceira de uma série de quatro entrevistas dadas por C.G. Jung a Richard I. Evans em 1957 (2), quatro anos antes de falecer, o mestre de Zurique, o “velho sábio”, disse: “Existem muitas coisas sobre as quais as pessoas não fazem sequer idéia.”... “Todos os que afirmam que sou um místico não passam de perfeitos idiotas. Eles não compreendem a primeira palavra da Psicologia.”
                A primeira palavra da Psicologia é psique (diz-se psique). Esse termo é grego e significa algo que você não vê: alma, alento, sopro de vida. Psychein é soprar, bafejar; psychrós é frio; e psychós é fresco. O grego achava que a alma, o que animava o ser humano, era o ar frio que penetrava pelas narinas do recém-nascido. O último suspiro do moribundo era a despedida deste “vale de lágrimas”.
                O psicólogo estuda a alma de acordo com o conceito que tem dela. Um conceito bem comum é o de conjunto de fatos e processos psíquicos. E ele a estuda através do comportamento aberto, dos fenômenos como aparecem a qualquer observador. Mas ele sabe, ou deve saber, que nem todo fenômeno psíquico pode ser deduzido do comportamento. Por exemplo, a intuição, o pressentimento não externado. Da mesma forma, vários outros estados d’alma , como luto, tédio, fé, esperança, amor à primeira vista, simpatia, antipatia, “dor de cotovelo”, confiança, desconfiança...
                Sabemos que a Psicologia trabalha com dados objetivos, e, com base neles, elabora teorias. A Psicologia Clínica, com sinais comportamentais e sintomas relatados pelo cliente. Mas, este, muitas vezes, por mais próximo do que seja seu estado d’alma, não consegue dizer exatamente o que sente, como, por exemplo, o seu estado anímico após uma desilusão amorosa. É por isso que muitos psicólogos clínicos, como os existenciais humanistas, ou fenomenologistas, dizem que, mais do que descrever e querer interpretar o comportamento de um cliente, é preciso compreendê-lo. É o sentir com, a que chamam de empatia.

domingo, 27 de março de 2011

Dicas de Filmes sobre Psicologia

Psicopovo, bom dia!
Então, passando para vocês alguns nomes de filmes que levam em conta assuntos relacionados a Psicologia, ideal para quem estuda assistir, adquirir algum conhecimento e fazer aqueles relatórios para as tais Atividades Complementares do Curso de Graduação!
Aqui tem uma lista e no link abaixo, um site de Portugal com mais indicações, anote o nome, procure na internet ou na sua locadora e bom filme!
Se for projetar numa televisão LCD grande, se tiver pipoca e refri, me chamem!


Indicação de Filmes:

• O escafandro e a borboleta

• Ensaio sobre a cegueira

• A orfã

• Uma mente brilhante

• O bom rebelde

• Minha vida sem mim

• Meu nome é rádio

• O sexto sentido

• O amigo oculto

• Nosso querido Bob

• Nell

• Bicho de 7 cabeças

• Shine – Brilhante

• Seven – Os 7 pecados capitais

• Amnésia

• Duas faces de um crime

• Terapia do amor

• Divã

• Noivo neurótico, noiva nervosa

• Psicose

• Patch Addams

• A Máfia no divã

• Instinto

• A Corrente do bem

• Óleo de Lorenzo

• Refém do silêncio

• Na Companhia do Medo

• O clube da Luta

• Freud além da Alma

• O quarto do filho

• Entre o céu e o inferno

• Mr. Jones

Para ver uma lista mais ampla:        http://www.psicologia.com.pt/instrumentos/filmes/


Lembrando que aqui no Psicoferas você pode baixar alguns filmes!
Estaremos disponibilizando mais alguns, fiquem ligados!
Abraço.

domingo, 6 de março de 2011

Psicologia da Gestalt - Ilusões de ótica

Gestalt

A Psicologia da forma, Psicologia da Gestalt, Gestaltismo ou simplesmente Gestalt é uma teoria da psicologia iniciada no final do século XIX na Áustria e Alemanha que possibilitou o estudo da percepção.

Segundo a Gestalt o cérebro é um sistema dinâmico no qual se produz uma interação entre os elementos, em determinado momento, através de princípios de organização perceptual como: proximidade, continuidade, semelhança, segregação, preenchimento, unidade, simplicidade e figura/fundo. Sendo assim o cérebro tem princípios operacionais próprios, com tendências auto-organizacionais dos estímulos recebidos pelos sentidos.
 
O termo Ilusão de ótica aplica-se a todas ilusões que "enganam" o sistema visual humano fazendo-nos ver qualquer coisa que não está presente ou fazendo-nos vê-la de um modo errôneo. Algumas são de carácter fisiológico, outras de carácter cognitivo.
Existe um tipo de ilusão de movimento que é uma ilusão ótica em que uma imagem estática parece se mover devido aos efeitos cognitivos da inteiração das cores, contrastes e posição das formas.
Alguns exemplos:
























Curtiu? Então comente aí!
Abraços!

domingo, 24 de outubro de 2010

Voltamos!

Depois de ficarmos fora um tempinho entre provas e trabalhos, voltamos para postar coisas da psico.

Começando com um texto do renomado mestre Lannoy Dorin:




A FINALIDADE DA PSICOTERAPIA.

Lannoy Dorin.



Se os atos humanos fossem causados somente por processos mentais conscientes, que sentido teria a terapia de análise do seu existir?

Se nossos comportamentos fossem sempre causados por processos mentais conscientes, toda e qualquer ação humana seria tratada apenas em termos morais e legais.

Acreditar que a mente consciente está sempre dirigindo o comportamento, é atribuir a todos os seres humanos adultos o mesmo grau de discernimento dos fatos sociais e de sua conduta.

Para terem o mesmo grau de consciência de suas ações, todos os humanos deveriam ter o mesmo nível de formação intelectual, ou seja, ter a mesma educação e o mesmo acesso aos bens culturais. Isto é impossível, devido às diferenças individuais de base genética e às variáveis socioculturais, que diferem de uma para outra região.

Assim, temos de admitir que há ações humanas que ocorrem sem que seus agentes tenham consciência da causa delas. Como, muitas vezes, não têm das socioeconômicas do seu exitir. Logo, a denominada psicoterapia (tratamento psicológico) deve seguir em duas direções: análise do existir do cliente e da sociedade em que vive. No primeiro caso, o passado ajuda a entender o presente, mas é neste tempo que se vive. Por outro lado, o indivíduo com problemas psicológicos, sobretudo emocionais, e/ou desajustado no meio social em que vive, diariamente reelabora sua problemática. Desse modo, seu passado está sempre no presente, e ajudá-lo a libertar-se desse passado é a função do psicoterapeuta do psicólogo clínico. Ao mesmo tempo, este terá de levá-lo à avaliação crítica da sociedade e ao estabelecimento de um novo estilo de vida. Esta fase é a do posicionamento filosófico no mundo.

Pelo exposto, deduz-se facilmente que psicoterapia é um processo educativo, pelo qual se aprende a trabalhar, no presente e de modo positivo, com o que restou do negativo do passado. Concomitantemente, aprende-se a conviver com os semelhantes, dando um sentido positivo à existência. Este novo modo de viver anula o passado e ajuda a pessoa a responder ao seu questionamento atual: por que vivo?

A finalidade básica da psicoterapia é fazer o indivíduo reanimar a criança que traz no seu inconsciente sem ser criança, quer dizer, ser, na idade adulta, espontâneo, criativo e congruente, o que se comporta como pensa e sente.

A psicoterapia consiste em saber o que os complexos estão fazendo conosco. E a resposta, sabe-a muito bem o psicólogo clínico, normalmente está nos sonhos, cujas mensagens são analisadas no processo terapêutico.

E se a pessoa não quiser fazer psicoterapia? Ora, se ela estiver feliz com sua vida, não precisa mudar coisa alguma. E isto significa que encontrou as razoes do seu existir.

Como o leitor pôde perceber, somos defensores da psicoterapia individual, “a única que se justifica cientificamente”, como disse C.G. Jung. “ Todo desvio desta atitude significa terapia por sugestão, cujo princípio básico diz: o individual não importa perante o genérico” (Jung em A prática da psicoterapia, Vozes, 1988, p.3).


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

FREUD E A ETERNIDADE

Boa tarde psicopovo! Mais um artigo do mestre Dorin, professor muito conhecido e muito querido em Jundiaí.



FREUD E A ETERNIDADE

Lannoy Dorin*

Por que Freud foi, é e sempre será uma figura de primeira grandeza no cenário científico do ocidente?

Primeiramente, ele deu a palavra ao cliente. Até então, as relações médico-paciente eram sempre em termos de status, de posicionamento. Quer dizer, o médico tinha o status de quem sabia tudo e o cliente de quem apenas devia ouvir e seguir as instruções recebidas. Ao dar ao cliente o direito de falar e desabafar, Freud descobriu que a simples exteriorização de idéias e emoções já fazia baixar a ansiedade, a angústia, a aflição opressora.

O segundo mérito de Freud foi o de revelar que os clientes com transtorno de ansiedade, quando hipnotizados, continuavam fugindo da verdade e representando papéis que inventaram para se ajustar inadequadamente ao mundo. Ao hipnotizar seus pacientes, Freud viu que estava reforçando o comportamento infantil (neurótico) deles. Então ele forçava o analisando a encarar a verdade, o que de fato gerava seu comportamento inadequado e suas fantasias. Ele objetivava tornar consciente o que até então era inconsciente.

Outro mérito de Freud foi o de mostrar os mecanismos, os hábitos utilizados pelas pessoas para inconscientemente superarem as barreiras que as frustram. Frustradas ou em conflito (que também frustra), os indivíduos sentem o desprazer da ansiedade e empregam meios (os mecanismos) que servem de defesa contra esse estado desagradável. A quantidade de mecanismos e o grau no emprego de cada um nos indica o nível de desajustamento da pessoa.

Finalmente, coube a Freud ter resgatado o valor do sonho, essa linguagem esquecida, como diz Erick Fromm. Ele viu o sonho como a saída da mente para exteriorizar as experiências reprimidas. De forma que o analista, ao interpretar a simbologia do sonho, pode desvendar o que as imagens (com forte carga afetiva) querem transmitir.

Freud via três tipos básicos de sonhos: 1- de satisfação de desejos, tão comuns na infância ( id ); 2- de ansiedade, em que o ego onírico se vê em conflito, pois deseja e se vê bloqueado; 3- e de autopunição, com o superego, a consciência moral condenando o ego.

Críticos de Freud acrescentaram outras interpretações aos seus achados (por exemplo, complexo de Édipo) e novos dados para a explicação dos sonhos dos desajustes da personalidade, etc, mas nenhum deles (Jung é um exemplo) deixou de reconhecer o papel que Freud desempenhou como psicólogo dos subterrâneos da mente humana.

Numa época em que os psiquiatras afirmavam que o organismo era o maior responsável pelos transtornos mentais, Freud, defendeu a tese de que em grande parte é a mente que transtorna o organismo. Ele é, portanto, o “pai” da psicossomática no mundo ocidental e, pela introdução do inconsciente na Psicologia, até então voltada de um lado ao estudo da mente consciente e de outro do comportamento observável, um dos pioneiros dessa ciência.


*Lannoy Dorin é mestre em psicologia, professor, jornalista e autor de diversos livros.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

PRINCIPAIS ÁREAS DE ATUAÇÃO DOS PSICÓLOGOS

Boa noite galera! Bem resumidamente, esse texto fala alguns lugares onde os psicólogos podem atuar.



PRINCIPAIS ÁREAS DE ATUAÇÃO DOS PSICÓLOGOS

Prof Dr Eric Calderoni- Universidade Nove de Julho

Psicologia Clínica (consultório) – psicoterapia, atendimento que visa aumentar a felicidade das pessoas através do auto-conhecimento. Dependendo da abordagem do psicólogo, pode ou não incluir aconselhamento. Geralmente faz sentido quando a pessoa sofre, acha que tem responsabilidade no próprio sofrimento (por fazer algo que prejudica a si própria) e não entende bem por que faz isso (Exemplos: Por que sempre escolho namorados que não me tratam bem? Por que duro tão pouco nos empregos? Por que eu gasto mais do que ganho? Por que sofro tanto com o fato da minha mãe não me amar?). Muitas empresas usam a psicologia clínica em substituição à psicologia organizacional, contratando psicólogos clínicos ou, o que é mais freqüente, firmando convênios para o atendimento psicoterápico de seus funcionários. Quando muitos funcionários de uma empresa precisam fazer psicoterapia é provável que a empresa esteja causando sofrimento psíquico aos seus colaboradores. No entanto, ao invés de combater as causas deste sofrimento, a empresa prefere investir em tentativas de remediação, o que se mostra como tendo efeitos apenaspassageiros.

Orientação Vocacional – ajuda as pessoas a escolherem que profissão seguir, que curso escolher. A “gestão de carreiras” aconselha as pessoas, ajuda a prepararem currículos, orienta sobre os próximos passos para as pessoas atingirem seus objetivos profissionais.

Reinserção Social – ajudar pessoas com transtornos mentais graves a conseguir realizar tarefas básicas, não necessitando ficar internada. Ex: escovar os dentes, comprar pão, vender chiclete...

Psicologia Hospitalar (hospital) – Relaxamento; Orientação sobre drogas, sexo, gravidez, auto-exames; dar as más notícias.

Psicologia do Esporte – ajuda os jogadores a se motivarem, se concentrarem quando o time está perdendo ou quando o time está ganhando, a adquirirem espírito de equipe (pararem de ser “fominhas”).

Psicologia Jurídica – ajuda o juiz a decidir se os filhos devem ficar com a mãe ou com o pai, quando há separação de um casal. Decide se um assassino deve ser considerado insano e ir para o manicômio judiciário ou se deve ser considerado são e ir para o presídio de segurança máxima. Trabalha na reabilitação e no controle da recuperação de presos e internos.

Psicologia Política – Estuda como os eleitores decidem seu voto; o que leva as pessoas a participarem de movimentos, revoltas, etc. e como é sua participação nestes; técnicas de negociação e pressão; discriminação e preconceito contra grupos marginalizados.

Psicologia Comunitária – ajuda comunidades a se organizarem para produzir, reivindicar direitos, levar um estilo-de-vida mais saudável e outras

Psicologia da Comunicação – confecção de campanhas publicitárias, comportamento do consumidor, técnicas de influência

Psicologia Organizacional – estuda como aumentar a produtividade de funcionários. As principais sub-áreas são: seleção de pessoal, treinamento e desenvolvimento, motivação e desenho de cargos e funções.

Psicologia do Trabalho – estuda a influência dos diversos tipos de trabalho sobre a mente do trabalhador.

Psicologia da Educação – estuda como melhorar a aprendizagem

terça-feira, 10 de agosto de 2010

PRINCIPAIS TRANSTORNOS NEURÓTICOS

Partilhando com vocês um texto do querido mestre Dorin, grande professor, psicólogo e amigo.





PRINCIPAIS TRANSTORNOS NEURÓTICOS

Mestre Lannoy Dorin *

Neurose tem sido definida como transtorno psicológico sem qualquer causa orgânica conhecida. Na verdade, o termo envolve um grupo de sintomas, dos quais o indivíduo tem baixa compreensão das causas, quando a tem, e caracterizados pela ansiedade, decorrente de conflitos inconscientes e insegurança. No fundo, como disse Jung**, a neurose reflete uma desunião do indivíduo consigo mesmo. Ela é causada pela oposição entre as necessidades básicas e as exigências da cultura, “entre os caprichos infantis e a vontade de adaptação, entre os deveres individuais e coletivos”. Não se trata tão somente de um transtorno emocional, mas, também, intelectual, como se observa no egocentrismo e egoísmo do neurótico, que escraviza sua família, e no seu esforço para ajustar as pessoas ao seu estilo de vida infantil.

Estes são alguns dos sintomas, idéias, emoções e comportamentos, que constituem o grupo chamado neurose:

Ansiedade

A ansiedade é a inquietação acompanhada de um medo vago. É um sentimento constante de aproximação do fracasso, do perigo, do “desastre”. A pessoa se sente ansiosa, aflita, inquieta e não sabe por que. Essa é a mais simples forma de reação neurótica, porém, ela pode ser crônica e os sintomas são irritabilidade, insônia, depressão, insegurança, impossibilidade de concentração, perda de apetite e tremedeira.
O alívio para os estados de ansiedade consiste inicialmente na remoção das dificuldades que interferem na satisfação dos desejos, o que nem sempre é fácil de se conseguir, porque antes há que se precisar o que realmente se deseja. Em segundo lugar, praticar esportes, gastar energia, alimentar-se, dormir e trabalhar sem perturbações. Boa condição física é indispensável para se ter boa saúde mental. Um organismo saudável está menos predisposto a distúrbios afetivos, que se refletem em desordens orgânicas como úlcera duodenal, dispepsia, gastrite e atividades anormais das glândulas endócrinas. Essas desordens provocam estimulações que redundam em ansiedade. Estabelece-se desse modo o círculo vicioso: ansiedade – distúrbios orgânicos – ansiedade.


Obsessões e compulsões

A obsessão é uma idéia persistente que pode ser reconhecida como irracional e inútil, mas que não pode ser evitada pela pessoa. A compulsão, que resulta da obsessão, é um ato que ocorre persistentemente, podendo ser reconhecido mas não evitado.
As compulsões são também conhecidas como manias. A pessoa fecha o envelope, abre-o, relê a carta, dobra-a, usa outro envelope, coloca a carta na caixa do correio e volta pensando que não devia ter enviado a missiva. Ou devia?
O mesmo ocorre com relação ao fechar de portas: a pessoa vai até a calçada e volta duas ou três vezes.

Entre as reações compulsivas mais conhecidas estão a cleptomania (ato de roubar contra a própria vontade), a dipsomania (desejo irrefreável de ingerir bebidas alcoólicas), a piromania (desejo de atear fogo a tudo que vê), a ninfomania (incontrolável desejo sexual nas mulheres), a mania de homicídio, a de limpeza etc...

Fobias

Uma fobia é um medo intenso, irracional, mórbido e incontrolável, adquirido pelo neurótico durante os anos de sua infância. Por ser um tipo de reação desagradável, somente com muito esforço pode o indivíduo lembrar-se da causa de uma determinada fobia. Há uma lista enorme de fobias, como fotofobia (medo da luz), agorafobia (medo de lugares abertos), fobofobia (medo de vir a ficar com medo), zoofobia (medo de animais), toxofobia (medo de ser envenenado), oclofobia (medo de multidões), patofobia (medo de doença).

Hipocondria

Os hipocondríacos são os que têm mania de doença. A hipocondria é um mecanismo de fuga ante situações desagradáveis, reais ou imaginárias, que tornam a pessoa ansiosa. O sujeito se sente doente e, de modo anormal, preocupado com sua saúde; tira chapas radiográficas de todos os órgãos do corpo, critica os médicos que não lhe receitam remedies, e, se tem o hábito de ingerir bebidas alcoólicas (dipsomaníaco), não admite que seu mal seja produzido pelo álcool.

Como se vê, a hipocondria é um estado psicológico e um comportamento compulsivo.


Conversão

A ansiedade pode se converter em sintomas corporais, como perda de sensibilidade em órgãos (mãos, joelhos, pés, braços, abdômen, pulsos ou cabeça), tremor, perda de controle dos movimentos do corpo, perda de apetite e do sono e outros sintomas.

Reações dissociativas

Consiste numa separação de uma parte da personalidade; as duas partes continuam existindo juntas, mas são diferentes. Dizemos então que o indivíduo possui dupla personalidade. Há casos de três ou mais personalidades. Na verdade, essa é uma fuga que observamos muito bem nas pessoas que têm amnésia temporária e fogem de casa. Quando tiverem recobrado a memória, não se lembrarão do que ocorreu durante o tempo em que estiveram tentando fugir da ansiedade.
A parte que se dissocia é aquela que permite o aparecimento da ansiedade. E isto pode ocorrer várias vezes em diferentes períodos da vida (infância, adolescência e idade adulta, como no clássico caso As três máscaras de Eva, de Thigpen e Cleckley).

*Lannoy Dorin é professor de Psicologia Geral e da Personalidade, mestre em Psicologia, autor de diversos livros, trovador e jornalista autônomo.
** Em C. G. Jung: memórias, sonhos, reflexões. Compilado e prefaciado por Aniela Jaffé. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2002, 22ª impressão.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Dicionário de Psicologia

Postando um dicionário "bonzinho"... Para auxiliar nos estudos da galera!


DICIONÁRIO DE PSICOLOGIA
TÍTULO: DICIONÁRIO DE PSICOLOGIA

AUTORES: RAÚL MESQUITA, FERNANDA DUARTE
COLABORAÇÃO PEDRO LOPES VIEIRA

Este Dicionário de Psicologia, elaborado por Autores portugueses, destina-se a alunos universitários e pré-universitários, bem como a todos quantos se interessam por estes assuntos da «mente» e do comportamento ou por assuntos de carácter pedagógico e clínico.




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